'Comfortably Numb' é a canção de The Wall (1979) do Pink Floyd mais frequentemente citada como o pico emocional do álbum, e uma das canções do Pink Floyd mais executadas na cultura popular. A canção foi escrita por Roger Waters e David Gilmour (a única faixa de The Wall com crédito de co-autoria de Gilmour), e o solo de guitarra de David Gilmour no centro da canção é uma das performances de guitarra de rock mais antologizadas do final dos anos 1970.
O Pearl Jam regravou a canção ocasionalmente desde o início dos anos 2000, e o cover tornou-se mais frequente nos setlists durante os anos 2010 conforme a relação da banda com o cânone mais amplo do rock dos anos 70 se tornou mais explícita. Pink Floyd não é uma banda que o Pearl Jam regrava com frequência (Mother é a única outra faixa do Pink Floyd que apareceu em qualquer quantidade), e a escolha de executar 'Comfortably Numb' especificamente é um gesto deliberado: a canção é uma das peças mais conhecidas do rock do final dos anos 70 e o cover é, portanto, um contrato com o público em vez de uma raridade.
O arranjo do Pearl Jam preserva a estrutura da canção do Pink Floyd mas inclina a textura em direção ao próprio vocabulário de guitarra da banda. O solo de McCready no centro da canção é a âncora estrutural do cover, e sua abordagem ao famoso solo de Gilmour é honrá-lo sem imitá-lo. Vedder tipicamente canta a canção num registro mais baixo do que o original de Roger Waters, o que dá ao cover um peso emocional diferente do da fonte. A bateria de Matt Cameron honra a parte original de Nick Mason com aquela espécie de precisão contida que a estrutura da canção requer.
Ao vivo, 'Comfortably Numb' tem sido presença irregular mas valorizada no setlist do catálogo do Pearl Jam. A canção funciona melhor no encore, onde sua escala e comprimento podem levar um show pra casa. O vocal coletivo wordless conduzido pelo público durante o refrão tornou-se um dos momentos comunais mais confiáveis em qualquer show do Pearl Jam que inclua o cover.
Cover de Pink Floyd (The Wall, 1979). Roger Waters e David Gilmour escreveram. A música retrata diálogo entre médico e paciente drogado. 'I have become comfortably numb' é a tese: torná-se confortavelmente entorpecido é a forma adulta de sobrevivência. 'Eu me tornei confortavelmente entorpecido' preserva o paradoxo.
'My hands felt just like two balloons' é a memória infantil da febre. 'Minhas mãos pareciam dois balões' devolve a imagem sensorial.
Em 11 de novembro de 2015 na Arena do Grêmio, 'Comfortably Numb' chegou no vigésimo oitavo slot do show como o cover do Pink Floyd que a banda vinha acomodando em encores late-set desde o início dos anos 2010. O original de The Wall de 1979 (escrito por Roger Waters e David Gilmour) deu ao slot uma subida emocional estendida. O solo de McCready nessa gravação se estende para a modalidade de território de guitarra que a estrutura da canção exige.
Em 20 de novembro de 2015 no Mineirão, 'Comfortably Numb' chegou no trigésimo slot do show como o cover do Pink Floyd. O original de The Wall de 1979 (Roger Waters/David Gilmour) deu ao slot uma subida emocional estendida. O solo de McCready nessa gravação se estendeu para aquele gênero de território de guitarra que a estrutura da canção exige.
Em 22 de novembro de 2015 no Maracanã, 'Comfortably Numb' chegou no vigésimo oitavo slot do show como o cover do Pink Floyd. O solo de McCready nessa gravação se estendeu para a espécie de território de guitarra que a estrutura da canção exige.
Em 24 de março de 2018 no Lollapalooza Brasil, 'Comfortably Numb' chegou no vigésimo terceiro slot do show como o cover do Pink Floyd. O solo de McCready se estendeu para o gênero de território de guitarra que a estrutura da canção exige.