'Crazy Mary' é uma canção da cantora-compositora Victoria Williams, originalmente lançada em seu álbum de 1987 Happy Come Home. A canção tornou-se culturalmente legível para um público muito mais amplo em 1993 quando o Pearl Jam a regravou para a coletânea-tributo multi-artistas Sweet Relief: A Benefit for Victoria Williams. Williams tinha sido diagnosticada com esclerose múltipla em 1992 e o projeto Sweet Relief foi organizado para custear seu cuidado médico; o álbum coletou covers das canções de Williams por grandes atos de rock do início dos anos 1990, e a versão do Pearl Jam de 'Crazy Mary' tornou-se a faixa mais tocada do álbum.
A letra é uma das letras mais pacientes de Williams sobre uma figura marginalizada observada de fora. O narrador descreve Mary, uma mulher que vive apartada de sua comunidade e cuja vida interior permanece opaca para as pessoas ao redor dela, enquadrando a observação com a forma de empatia atenta que Williams trazia para a maior parte de sua escrita. A canção não comenta sobre as circunstâncias de Mary; documenta a existência dela e deixa o ouvinte observar tanto a gentileza do enquadramento quanto a seriedade do que a canção está pedindo ao ouvinte para considerar.
O arranjo do Pearl Jam estendeu o original de Williams significativamente. O cover passa de seis minutos (o original tem menos de cinco) e a seção instrumental final, com o solo de McCready estendendo além do tamanho de estúdio, tornou-se uma das características definidoras do cover. A própria Victoria Williams se juntou ao Pearl Jam no palco para a canção em múltiplas ocasiões, e a performance ao vivo com Williams presente tornou-se uma das colaborações inter-artísticas documentadas da carreira do Pearl Jam.
Ao vivo, 'Crazy Mary' tem sido presença regular no setlist desde 1993. A canção funciona melhor na segunda metade de um set, onde sua construção lenta pode aterrissar num público que foi emocionalmente preparado. O vocal coletivo wordless conduzido pelo público durante a seção final tornou-se um dos momentos comunais mais confiáveis em shows que incluem a canção.
Cover de Victoria Williams (1987). Vedder gravou pra album-tributo Sweet Relief (1993). A música é narrativa rural sobre mulher excêntrica que vive isolada e morre afogada. 'Crazy Mary' é a personagem central. 'Maria louca' devolve o apelido.
'Saw some skid marks and followed them around' é o momento da descoberta da morte. 'Vi marcas de derrapagem e fui atrás' preserva o gesto investigativo. A música é uma das melhores covers do catálogo PJ.
Em 17 de novembro de 2015 no Mané Garrincha, 'Crazy Mary' chegou no trigésimo segundo slot do show como o cover de Victoria Williams. O papel da canção em shows do Pearl Jam dos anos 2010 é estruturalmente distinto: funciona como veículo para improvisação estendida de Boom Gaspar (teclados) e Mike McCready (guitarra). O bootleg de Brasília captura uma das seções de improvisação mais longas que a canção recebeu na perna de 2015.
Em 6 de maio de 2014 no Citibank Hall, 'Crazy Mary' chegou no vigésimo terceiro slot do show em arranjo solo-acústico, voltando ao formato original de Victoria Williams de 1991 da canção (o arranjo da banda dos anos 2010 estende a canção com improvisação estendida de Boom Gaspar/McCready, mas o formato solo voltou às origens íntimas da canção).
Em 12 de maio de 2014 no Citibank Hall, 'Crazy Mary' chegou no vigésimo sétimo slot do show.
Em 28 de março de 2018 no Citibank Hall, 'Crazy Mary' chegou no décimo nono slot do show.
Em 11 de novembro de 2011 no Estádio Beira-Rio, 'Crazy Mary' chegou no vigésimo sétimo slot do show como o cover de Victoria Williams que a banda vinha acomodando nos setlists desde a coletânea Sweet Relief: A Benefit For Victoria Williams de 1993. O papel da canção em shows do Pearl Jam dos anos 2010 é estruturalmente distinto: funciona como veículo para improvisação estendida de Boom Gaspar (teclados) e Mike McCready (guitarra), e o bootleg do Beira-Rio captura uma das seções de improvisação mais longas que a canção recebeu na perna brasileira de 2011.