'I'm One' é uma composição de Pete Townshend de 1973, a sétima faixa do lado dois do álbum Quadrophenia do The Who. Quadrophenia é um álbum conceitual sobre um jovem Mod na Londres de 1965 vivenciando quatro aspectos divididos da própria personalidade, e 'I'm One' é uma das composições mais diretamente autobiográficas do álbum da perspectiva do protagonista Jimmy. A economia estrutural da música (menos de três minutos) e o registro acústico silencioso estão em contraste deliberado com o som mais amplo de ópera rock do álbum.
A letra é uma das composições mais diretas de Townshend sobre isolamento adolescente. O narrador (o Jimmy da narrativa mais ampla de Quadrophenia) descreve a experiência de ser jovem e estar convencido da própria inadequação estrutural à ordem social ao redor, enquadrando a inadequação não como falha pessoal, mas ocupando a função de condição estrutural que a adolescência produz em muitos dos que passam por ela. A música não editorializa sobre se a inadequação se resolverá; documenta a experiência e deixa a pequena escala da música carregar o sentido.
Vedder vem tocando a música como cover em seus shows solo há anos. O cover faz parte de seu engajamento mais amplo com o catálogo de Townshend (Vedder já falou em entrevistas sobre Quadrophenia como um dos discos fundadores do início de sua adolescência e como influência estrutural em sua abordagem pra escrever sobre raiva masculina jovem). O arranjo de Vedder preserva a estrutura do original de Townshend: violão acústico solo num andamento próximo ao da gravação de Quadrophenia.
Ao vivo, 'I'm One' tem sido presença regular nos setlists dos shows solo de Vedder. A música funciona melhor como momento acústico de meio de set, onde sua pequena escala pode marcar uma pausa emocional deliberada.
Em 7 de maio de 2014 no Citibank Hall, 'I'm One' chegou no décimo primeiro slot do show como o cover do Who (1973, do Quadrophenia). A balada de deslocamento adolescente pousou sobre a casa íntima com aquele gênero de momento vulnerável de vocabulário Townshend que a longa reverência documentada de Vedder por Townshend convida.