'Isn't It a Pity' é uma composição de George Harrison de 1970, a segunda faixa do lado um do álbum triplo All Things Must Pass de Harrison. A música foi escrita por Harrison anos antes de seu lançamento; ele tinha tentado levar a música pros Beatles durante as sessões finais da banda, mas foi vencido por voto. A aparição eventual da música no All Things Must Pass (em duas versões, uma longa e uma curta) fez parte do lançamento mais amplo de material que Harrison vinha acumulando durante os anos em que ficou limitado a dois ou três créditos de composição por álbum dos Beatles.
A letra é uma das composições mais diretas de Harrison sobre desapontamento humano cumulativo. O narrador se dirige ao ouvinte e enquadra a prática do desrespeito mútuo (as formas pelas quais as pessoas falham em honrar umas às outras nos pequenos momentos cotidianos da vida social) como condição estrutural em vez de falha pessoal. A música não editorializa sobre como a prática poderia ser reformada; documenta a consciência e deixa a construção lenta da música carregar o sentido. A seção instrumental de encerramento (uma escalada instrumental sustentada e estendida) é uma das letras mais sustentadas instrumental no catálogo solo inicial de Harrison.
Vedder vem tocando a música como cover em seus shows solo nos anos depois da morte de Harrison em 2001. O cover faz parte de seu engajamento mais amplo com o catálogo de Harrison e um tributo deliberado a um dos compositores que moldaram o vocabulário mais amplo do rock do final do século XX. O arranjo de Vedder normalmente condensa os sete minutos do original num formato acústico solo mais curto.
Ao vivo, 'Isn't It a Pity' tem sido presença regular, ainda que ocasional, nos shows solo de Vedder. A música funciona melhor na segunda metade do set.
Em 30 de março de 2018 no Citibank Hall, 'Isn't It a Pity' chegou no segundo slot do show como o cover de George Harrison (1970, do All Things Must Pass). O tributo a Harrison deu ao slot um momento profundo da era solo dos ex-Beatles.