SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Last Kiss

Tocada 144 vezes ao vivo pelo Pearl Jam · estreia ao vivo em 07/05/1998 · última vez em 21/11/2024

Interpretação

'Last Kiss' foi originalmente escrita por Wayne Cochran em 1961 e gravada por ele para a Gala Records naquele ano. Foi popularizada por J. Frank Wilson and the Cavaliers em 1964, cuja versão chegou ao número dois da Billboard Hot 100. O cover do Pearl Jam, gravado informalmente em 1998 e lançado primeiro como single de Natal pra membros do fã-clube em dezembro daquele ano, virou o maior hit comercial da banda quando foi lançado amplamente em 1999 na coletânea No Boundaries: A Benefit for the Kosovar Refugees. A versão do Pearl Jam atingiu o número dois da Billboard Hot 100 em julho de 1999, a posição mais alta na história da banda.

A letra é uma teen death song, um subgênero que floresceu no início dos anos 1960 e que inclui 'Tell Laura I Love Her' e 'Teen Angel' ao lado de 'Last Kiss'. A namorada do narrador morre nos braços dele depois de um acidente de carro; a música é o relato dele da perda. O cover do Pearl Jam não modifica a letra nem o arranjo de forma significativa; a banda gravou quase como objeto encontrado, um artefato de uma tradição americana de composição mais antiga que Vedder queria manter viva.

O sucesso comercial da canção foi, na descrição da própria banda em entrevistas do período, um constrangimento. Vedder discutiu em PJ20 o desconforto de ter o maior hit de paradas da banda sendo uma música que não escreveram e gravaram como exercício casual de uma tarde. Os royalties da coletânea No Boundaries foram pra ajuda humanitária a refugiados, que é o enquadramento preferido da banda da vida comercial da canção: como ferramenta de arrecadação em vez de single do Pearl Jam. No início dos anos 2000 a banda começou a tocar a música ao vivo com mais frequência, em parte porque o público continuava pedindo e em parte porque a canção tinha amadurecido pro gênero de standard que a banda podia executar sem ironia.

Musicalmente, o arranjo do Pearl Jam é conservador. A progressão de acordes e o tempo seguem de perto a versão de J. Frank Wilson de 1964. Mike McCready faz um solo breve onde a gravação de Wilson tem um preenchimento de saxofone. A bateria de Matt Cameron é intencionalmente mínima. A contenção do arranjo é o ponto: a banda está apresentando a música em vez de reinterpretar.

Notas de tradução

Cover de Wayne Cochran (1961), regravada por J. Frank Wilson and the Cavaliers (1964). Pearl Jam gravou pra o álbum de tributo No Boundaries em benefício a refugiados do Kosovo (1999). A versão PJ virou hit comercial inesperado.

A decisão tradutória central foi com o registro doo-wop dos anos 50. A canção é melodrama puro: garota morre em acidente de carro, narrador sobrevive e a beija pela última vez. 'Ah, onde, ah, onde pode minha querida estar?' devolve o registro melodramático sem ironizar.

'The Lord took her away from me' é declaração teológica direta. 'O Senhor a levou de mim' preserva o registro religioso popular.

'I held her close, I kissed her, our last kiss / I found the love that I knew I would miss' é a virada: o narrador encontra o amor justamente no momento de perdê-lo. 'Apertei ela contra mim, beijei ela, nosso último beijo / Encontrei o amor que eu sabia que ia sentir falta' devolve a tragédia.

'I lost my love, my life, that night' é o fechamento. 'Perdi meu amor, minha vida, naquela noite' preserva o registro elegíaco.

Ao vivo nos shows deste arquivo

Ouvir e ver as cifras no site