'Supersonic' é a oitava faixa de Backspacer (2009), uma explosão em andamento punk de menos de três minutos que é uma das coisas mais curtas do álbum e uma das mais rápidas. A música é creditada a Stone Gossard, Vedder e ao produtor Brendan O'Brien (um raro co-crédito de três vias que marca a contribuição compositiva mais explícita de O'Brien ao catálogo do Pearl Jam). A letra é de Vedder. A canção foi escrita nas sessões de Backspacer no final de 2008 e início de 2009 durante a mesma explosão produtiva que produziu 'Got Some' e 'The Fixer'.
A letra é uma das letras mais exuberantes de Vedder. O narrador descreve um estado de energia acelerada, aquele tipo de impulso adiante que chega quando a combinação certa de música, movimento e clareza momentânea permite a uma pessoa se sentir rápida de um jeito que ela anteriormente não acreditava ser capaz. A canção não comenta sobre se esse estado é sustentável; documenta a experiência e deixa a velocidade da música carregar a letra.
O arranjo é a peça mais inequivocamente power-pop em Backspacer. O verso é construído sobre um riff em andamento punk que não varia; o refrão se abre num movimento harmônico mais amplo que se resolve imediatamente de volta ao verso. A canção é estruturada para velocidade sustentada em vez de liberação catártica. A bateria de Matt Cameron empurra o andamento para frente sem fraquejar. O solo de McCready são seis compassos de aceleração melódica. A contribuição de Brendan O'Brien como co-autor é mais audível na compressão estrutural da canção: a canção alcança seu argumento rapidamente e recusa se estender além do necessário.
Música rápida de Mike McCready, letra de Vedder. A canção é uma das mais cinéticas de Backspacer, manifesto pelo volume alto e pela velocidade. O título refere literalmente velocidade supersônica, e a metáfora é viver acima da velocidade do som comum.
A decisão tradutória central foi 'Supersonic, truth be told'. 'Truth be told' é expressão americana ('pra falar a verdade'). 'Supersônica, pra falar a verdade' preserva o registro casual sem perder a confissão.
'I caught the rhythm but the clock was slow' usa 'clock was slow' (relógio estava atrasado) literalmente: o narrador estava num ritmo rápido enquanto o relógio insistia em ir devagar. 'Peguei o ritmo mas o relógio tava lento' preserva a defasagem temporal.
'I'm not the paper, I'm more like the fold' é a metáfora autodefinidora. O narrador não é o material principal (papel), é a dobra que dá forma. 'Não sou o papel, sou mais a dobra' devolve a posição de quem se identifica com a estrutura, não com a substância.
'I don't need you to live, but I'll never let you go' é a declaração mais paradoxal. O narrador afirma independência e dependência simultânea. 'Não preciso de você pra viver, mas nunca vou te deixar ir' preserva ambas as afirmações sem reconciliar.
O fechamento, 'I wanna live my life with the volume full', é manifesto da letra. 'Volume full' (volume cheio) é estado, não ato. 'Quero viver minha vida com o volume cheio' devolve a aspiração sem moderar.
Em 9 de novembro de 2011 na Vila Capanema, 'Supersonic' chegou no vigésimo quarto slot do show como uma das faixas propulsivas da era Backspacer que a Pearl Jam Twenty Tour deslocou quando a curva de energia late-set do show pediu movimento adiante sustentado renovado. A estrutura compacta de menos de três minutos serviu à função de pacing do slot: um reset de alta velocidade antes de 'Black' entregar o clímax emocional primário do show no slot 25.
Em 17 de novembro de 2015 no Mané Garrincha, 'Supersonic' chegou no vigésimo quarto slot do show como a faixa propulsiva da era Backspacer. A estrutura compacta de menos de três minutos serviu à função de pacing do slot.