'The Fixer' é a terceira faixa de Backspacer (2009) e o single principal do álbum, lançado em agosto de 2009 antes do lançamento do álbum em setembro. A música é creditada coletivamente à banda; a letra é de Vedder. A canção foi o single do Pearl Jam mais comercialmente bem-sucedido até 'Just Breathe' chegar mais tarde no mesmo ciclo de álbum, e alcançou o número um na parada Billboard Alternative Songs, o primeiro topo de parada da banda nessa categoria desde 'World Wide Suicide' em 2006.
A letra é uma das declarações otimistas mais simples e diretas de Vedder. O narrador se descreve como alguém que conserta o que está quebrado, que restaura o que foi danificado, que restaura o que se perdeu. A canção é, em contraste deliberado com quase todas as faixas do Pearl Jam do período de 2002 a 2006, uma recusa do pessimismo. Vedder discutiu a canção numa entrevista de 2009 da Rolling Stone sobre o lançamento de Backspacer como uma canção que ele tinha querido escrever por anos e só conseguiu escrever depois que a administração Bush terminou; o otimismo da canção é o otimismo de alguém que esteve segurando-o por meia década.
O arranjo é a coisa mais brilhante de Backspacer. O verso é construído sobre uma progressão de acordes em tonalidade maior que sobe em vez de descer; o refrão se abre num arranjo mais amplo que inclui glockenspiel e pandeiro, instrumentos que quase nunca aparecem no catálogo do Pearl Jam. A canção está mais próxima em espírito de 'Substitute' do The Who ou do power-pop do início dos anos 70 do que de qualquer coisa que o Pearl Jam tinha gravado antes. A bateria de Matt Cameron empurra a canção para frente num andamento que a banda raramente sustentou numa gravação.
A canção foi produzida por Brendan O'Brien, e a impressão digital dele é incomumente visível na gravação. O'Brien discutiu em entrevistas do ciclo de Backspacer de 2009 que 'The Fixer' foi a primeira canção das sessões a ser finalizada, e que o entusiasmo da banda pela gravação definiu o tom para o resto do álbum. A canção, portanto, funciona estruturalmente como a tese emocional do álbum: o disco Backspacer inteiro é construído em torno da postura otimista que 'The Fixer' estabelece.
Single principal de Backspacer, letra de Vedder. A música é manifesto positivo, lista de gestos reparadores. Vedder a escreveu durante o período mais otimista da banda no pós-Iraque, quando Obama tinha acabado de ser eleito e a banda gravava o álbum em Atlanta com clima leve.
A decisão tradutória central foi 'The Fixer' como título. 'Fixer' em inglês é tanto o pessoal técnico (encanador, mecânico) quanto o operador político que resolve problemas por trás dos panos. Vedder usa o termo de modo dúplice: o narrador se oferece como pessoa que conserta o quebrado, sem subtexto cínico. Em português, 'O Reparador' seria preciso mas perderia o registro coloquial. Optei por preservar a estrutura sem traduzir o título no corpo da letra, deixando a leitura aberta.
A série paralela 'When something's dark / cold / old / gone / broke / bored / lost' é o esqueleto da letra. Cada estado recebe gesto reparador (luz, fogo, brilho, briga, conserto, animação, briga). 'Quando algo tá escuro / frio / velho / se foi / quebrado / entediado / perdido' preserva o paralelismo conservando 'tá' (registro coloquial) em todas as ocorrências.
'I'll dig your grave / We'll dance & sing' fecha a música com gesto extremo de amizade. O narrador promete cavar o túmulo do amigo e dançar sobre ele em celebração. 'Vou cavar teu túmulo / A gente vai dançar e cantar' preserva a estrutura como pacto de fidelidade que vai até a morte.
Em 3 de novembro de 2011 no Estádio do Morumbi, 'The Fixer' chegou no décimo quinto slot do show como o anthem da era Backspacer que tinha se tornado, desde 2009, uma das faixas mais confiáveis de injeção de energia mid-set da banda. O refrão implacável em tonalidade maior e a bateria reta-empurrada de Cameron deram ao slot a forma de elevação anthêmica sustentada que o miolo do show precisava. A participação vocal do público do Morumbi no refrão foi sustentada e em volume cheio, o que é consistente com como a canção opera como objeto comunal nos shows do Pearl Jam dos anos 2010. A função de pacing do slot foi converter o peso do miolo do show em movimento renovado para frente antes de 'Do the Evolution' continuar a subida de energia.
Em 4 de novembro de 2011 no Estádio do Morumbi, 'The Fixer' chegou no décimo sexto slot do show, ocupando a mesma função de anthem mid-set ancorada em Backspacer que a canção serviu no slot 15 da noite 1. A participação vocal do público do Morumbi no refrão foi sustentada e em volume cheio, consistente com como a canção opera como objeto comunal nos shows do Pearl Jam dos anos 2010. A função de pacing do slot foi converter o peso do miolo do show em movimento renovado para frente antes do material em formato mais longo que 'Once' entregaria no slot 17.
Em 6 de novembro de 2011 na Praça da Apoteose, 'The Fixer' chegou no décimo terceiro slot do show como o anthem mid-set ancorado em Backspacer que a canção tinha se tornado desde 2009. O refrão implacável em tonalidade maior e a bateria reta-empurrada de Cameron deram ao slot o formato de elevação anthêmica sustentada que o miolo do show precisava após 'Immortality' ter usado o minuto final pra construir peso emocional. A participação vocal do público do Rio no refrão foi sustentada e em volume cheio, consistente com como a canção opera como objeto comunal nos shows do Pearl Jam dos anos 2010.
Em 9 de novembro de 2011 na Vila Capanema, 'The Fixer' chegou no décimo slot do show como o anthem mid-set ancorado em Backspacer. A participação vocal do público da Vila Capanema no refrão foi sustentada e em volume cheio, consistente com como a canção opera como objeto comunal nos shows do Pearl Jam dos anos 2010. A função de pacing do slot foi converter o peso do miolo do show em movimento renovado para frente.
Em 22 de novembro de 2015 no Maracanã, 'The Fixer' chegou no vigésimo quinto slot do show como o anthem mid-set ancorado em Backspacer.
Em 11 de novembro de 2011 no Estádio Beira-Rio, 'The Fixer' chegou no vigésimo terceiro slot do show, deslocando a função de anthem mid-set ancorada em Backspacer que a canção serviu ao longo da perna brasileira. A participação vocal do público do Beira-Rio no refrão foi sustentada e em volume cheio, consistente com como a canção opera como objeto comunal nos shows do Pearl Jam dos anos 2010.